O preço dos imóveis residenciais novos na cidade de São Paulo subiu 42,86% entre janeiro e abril, na comparação com o mesmo período de 2009. Pesquisa feita pela Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio) mostra que o investimento nesse tipo de bem foi mais rentável do que outras formas de valorizar o dinheiro, como a poupança.
Nas contas do administrador de investimentos Fabio Colombo, o capital investido no período em CDI (Certificado de Depósito Interbancário) aumentou 9,19%. A caderneta de poupança valorizou 6,68%. Já os recursos aplicados em ouro tiveram desvalorização de 6,84% e, no dólar, houve retração de 23,83%.
Apenas as aplicações na bolsa, sustentadas pelo bom desempenho da economia, tiveram valorização superior à dos imóveis (74,17%).
Os cálculos foram feitos com base na cotação dos investimentos do último dia útil de fevereiro deste ano, comparada com a mesma data de 2009.
Segundo a Embraesp, os imóveis residenciais novos, tanto os de classe média como os de alto padrão, tiveram forte valorização frente a 2009, com o preço do metro quadrado de imóveis de dois dormitórios subindo 42,86%. No primeiro bimestre, havia subido 25%.
No caso dos imóveis de três e quatro dormitórios, o movimento foi semelhante. Em ambos os casos, houve aumento de 27% nos preços no primeiro quadrimestre. Nos primeiros dois meses, os preços dessas unidades haviam avançado 6% e 2,4%, respectivamente.
Dados divulgados nesta sexta-feira (18) pelo Secovi-SP (Sindicato das Empresas de Compra, Locação e Administração de Imóveis Comerciais), as vendas de imóveis residenciais novos na cidade de São Paulo cresceram 72,4% do começo do ano passado para cá, acumulando 11.697 unidades vendidas.
O economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci, afirmou que os mais procurados foram os imóveis de dois e três dormitórios, que responderam por cerca de dois de cada três unidades negociadas (36,6% e 32,5% do total, respectivamente).
Se somados todos os imóveis vendidos em abril, o volume de dinheiro movimentado foi de R$ 1,28 bilhão. |