As famílias brasileiras estão empenhando uma parcela maior do orçamento para a compra de imóveis ou reformas na casa. Pesquisa de Orçamentos Familiares, realizada pelo IBGE, mostra que na última pesquisa, nos anos de 2002 e 2003, as famílias comprometiam 4,8% do orçamento com a compra de ativos. Hoje, esse percentual saltou um ponto percentual, para 5,8%.
Segundo o presidente do IBGE, Eduardo Nunes, a melhoria de grande parte dos indicadores socio-econômicos do país, combinada à expansão da economia, à melhoria do panorama do mercado de trabalho e à redução do comprometimento da renda com itens básicos, como alimentação, estão gerando uma sobra maior que pode ser investida pelas famílias.
- Está sobrando no orçamento do indivíduo uma parcela de recursos e parte deles pode ser destinada para educação, saúde e também para algum tipo de investimento, como a aquisição de imóveis, que é o projeto de grande parte das famílias- afirmou.
Habitação mais cara no Rio
O Rio lidera os gastos com habitação no país. As famílias fluminenses são as que dedicam maior parcela do orçamento familiar para arcar com despesas mensais de habitação (41,3%). São gastos com aluguel, condomínio, luz, telefone fixo, TV e internet, água e esgoto. Roraima vem em segundo lugar:o peso do orçamento é 41,1%.
A POF mostra que, entre todas as classes de despesas, aquelas relacionadas à habitação são aquelas que mais pesam no bolso das famílias. Em média, 35,9% do orçamento do mês do brasileiro vão para gastos com habitação. |